ࡱ> KMJ0bjbj4Dxx(00ttttt<0moooooo$6tttfttmm0'yVPgY0Ltd0 ::Procura e encontrars Os agnsticos que conheo s se preocupam com uma pergunta: possvel ser boa pessoa e no acreditar em Deus? S o facto de colocarem a questo, mostra que efectivamente so boas pessoas: gente como o Conde Drcula ou Cruella de Vil (um personagem do livro 101 Dlmatas, escrito por Dodie Smith), no estavam excessivamente preocupadas com coisas como essa. No entanto, tenho algum receio de que a pergunta no seja demasiado importante. Ns somos bons ou maus tendo em conta, com quem nos queremos comparar: provavelmente seremos bons se nos compararmos a Pol Pot (chefe dos Khmer vermelhos, responsveis por milhares de mortos ) ou a Goebbels (ministro da Propaganda de Adolf Hitler), e seremos maus, se nos compararmos com Toms Moro ou com Teresa de Calcut. Algo assim, parece explicar a resposta de Jesus ao jovem rico, quando lhe disse ningum bom, seno Deus. Em sentido restrito, agnstico aquele que no afirma nem nega a existncia de Deus. Simplesmente diz que no sabe se h algo semelhante. Em contraste, aqueles nossos amigos que se dizem agnsticos, sentir-se-iam muito ofendidos, se os caracterizssemos dessa maneira. Quase todos admitem a existncia de um Ser Superior. O que no tm claro, se esse Ser ter todos os atributos que ns Lhe atribumos, que haja falado aos homens atravs de Moiss e dos Profetas, ou que haja Encarnado, sido Morto e Ressuscitado, e tambm que a Igreja e os sacramentos so Obra Sua, que os milagres existem e outras coisas semelhantes. Quer dizer, no so propriamente agnsticos, mas sim mais destas, gente que acredita num Deus, mas que pensa que Ele no se ocupa dos problemas humanos. S num sentido muito amplo, lhes podemos chamar agnsticos. A diferena, apesar de tudo, dos destas ao estilo de Voltaire, encontra-se no facto de no estarem demasiado convencidos do seu desmo. So pessoas que se questionam constantemente. Para alm disso, frequentemente no s so muitos respeitadores da religio, mas inclusive interessam-se enormemente por ela. E nisso temos uma diferena muito importante: a muitos catlicos, a religio nem um bocadinho. O que lhes interessa Deus. Se aderimos a uma religio, apenas porque acreditamos que ela foi criada pelo prprio Deus. Quer dizer, temos um interesse indirecto nela. Aceitamo-la simplesmente, porque estamos convencidos de que aquilo que nos ensina a verdade. Tambm frequente ouvir os agnsticos dizerem: gostava de acreditar, mas no posso. Trata-se para j, de um excelente comeo, pelo menos para se encontrarem com o cristianismo, que diz que a f um dom Divino. Com os nossos conhecimentos, podemos chegar existncia de Deus e saber pouco mais sobre Ele (como que Uno, Eterno, etc.). para sabermos mais, Ele mesmo tem que tomar a iniciativa, nos dois sentidos: primeiro entregando-nos uma informao que resulta inacessvel pelas nossas prprias foras (Revelao); segundo dando-nos uma especial ajuda para acedermos a essas verdades. Essa ajuda a que chamamos F. s vezes os cristos comportam-se como se a f fosse algo que herdaram da famlia ou pelo facto de terem nascido num determinado lugar. E no assim, como a existncia dos agnsticos se encarrega de recordar: a F um dom. um facto que h milhes de pessoas no mundo que a no ser que lhes acontea algo de excepcional que no tm a mnima possibilidade de a ter: nem sequer ouviram falar de coisas como a f. E isto no se passa apenas em pases de continentes longnquos, mas tambm em muitos ambientes de Nova Iorque ou de qualquer outra grande metrpole, em qualquer parte do mundo. Querer isto dizer, que Deus no trata a todos de igual modo? Na verdade isso mesmo: basta ler a parbola dos talentos. Por esta circunstancia alguns deduzem que no necessrio falar de Deus e do cristianismo a essas pessoas, j que esto de boa f e por isso, podem na mesma alcanar a salvao. Parece-me ser uma abordagem errada do problema. A questo no se se salvam ou no, mas sim de um tipo muito diferente. Se Deus existe e se Se revelou, no uma pena que haja pessoas que no o saibam e O no conheam? Mesmo se tivssemos a certeza de que se salvariam, perfeitamente justificado que se lhes fale de Deus, como conveniente falar-lhes da inveno da roda ou da penicilina. Uma vida que possa dispor da roda ou da penicilina objectivamente prefervel a uma vida que ignore esses avanos da civilizao. Com Deus passa-se o mesmo. Se o cristianismo verdadeiro, uma vida com Mandamentos, anjos, perdo dos pecados, Igreja, morte e ressurreio, algo que no convm perder-se: o mximo avano em matria de civilizao. Por razes que no conhecemos, Deus quis que os homens cheguem ao conhecimento destas realidades, passando pelo contacto com os outros seres humanos que lhes falem delas. Este contacto necessrio, ainda que no suficiente, pois, como vimos, a F (a capacidade de aceitar estas coisas) um Dom. No entanto, nossa volta, existem pessoas que no esto na mesma situao por exemplo, dos tibetanos ou dos neopagos. Eles ouviram certamente falar das verdades da f crist, talvez na catequese, ou em algum funeral de um velho familiar. Mas mesmo assim, eles no acreditam. Uma possibilidade a de que Deus simplesmente lhes tenha negado esse dom. A outra mais fcil, pensar que h alguns obstculos que lhes impedem de o acolher. Estes obstculos podem no depender necessariamente deles. Em alguns casos sim: um amigo meu, que vivia num pas a muitos quilmetros de distncia, passou na sua vida por perodos de crena ou de agnosticismo, que coincidiam perfeitamente com o grau de fidelidade conjugal que apresentava. Mas as coisas nem sempre so assim to simples. s vezes deve-se a uma determinada educao, marcada por indigestes filosficas, sofridas na adolescncia. Outras, tem que ver com os traumas que lhes possam ter deixado, uma instruo religiosa inadequada, ou pelo menos, pouco apta para a sua personalidade psicolgica. Tudo isto muito complicado e no somos responsveis por fazer julgamentos finais, o que no significa que omitamos a prestao da nossa ajuda a essas pessoas. Julgo que h trs maneiras muito concretas de dar o nosso apoio a quantos passam por essa situao. A primeira consiste em ajud-los a descobrir, se acaso h na sua conduta, algo que manifestamente constitua um obstculo para reconhecerem a Divindade e as exigncias que Ela impe. No caso do meu amigo, a situao era bastante clara e o remdio perfeitamente identificvel, embora as pessoas nem sempre o queiram pr em prtica. A segunda consiste em anim-los a tomarem a srio as suas perguntas e a procurar a resposta para as mesmas. Esta resposta pode ser trabalhosa e requer estudo e dilogo. Em certas ocasies, mais do que contestar as perguntas, dever antes estimular para que eles mesmos procurem a resposta. O cristo no uma mquina, onde se meta uma pergunta de um lado e saia automaticamente do outro lado a resposta, ou maneira de quem ouve uma cano, depois de meter uma moeda na mquina. H tambm quem pergunte, apenas pelo prazer de perguntar. Nesse caso, o remdio para a cura no uma resposta brilhante, mas sim a indicao de uma srie de livros (espera-se que bem escolhidos), para ajudar a achar a resposta. O filsofo leto Valdis Turins, contou-me uma vez a sua experiencia com os cpticos. Apercebia-se que se dirigiam a ele com muitas objeces engenhosas e subtis. Quando lhes dava uma resposta, retiravam-se derrotados, dando a ideia de que no procuravam uma resposta, mas sim a possibilidade de o deixar em apuros, caso contrrio teriam demonstrado contentamento por encontrar uma resposta. No dia seguinte, voltavam com novas energias e novas objeces. Com o tempo, deu-se conta de que na maior parte dos casos a melhor resposta era o silncio. Para alm disso, no seu caso, havia uma soluo quase infalvel. Como durante a poca comunista os filsofos letes, tinham quase sempre de passar longos perodos na priso, j que eram considerados personagens no gratos ao regime, acontecia que essas pessoas, tarde ou cedo teriam muitas horas disponveis para se confrontarem com as suas perguntas numa cela solitria. Nesses casos, ou procuravam eles mesmos encontrar uma resposta ou acabariam por enlouquecer. Mas como o instinto de sobrevivncia geralmente maior e mais profundo do que a vaidade, acabavam por abandonar o seu cepticismo. A terceira ajuda , em minha opinio, a mais importante: incentiv-los a procurar ajuda, ou sejaa rezar. Mas, como vo eles rezar a um Deus que nem sequer sabem se os escuta? Exactamente assim. Ningum est impedido de rezar, como o fazia determinado ateu: Deus, se que h Deus, salva a minha alma, se que tenho alma. Isto tem diversas vantagens. A primeira tem que ver com os crentes, que dessa maneira perdem a arrogncia de pensar que eles que so os encarregados de levar a F aos que a no tm, quando a sua misso, na maioria dos casos, ajudar a ultrapassar certos obstculos. A segunda, relaciona-se com o facto de que assim a questo fica melhor centrada, Com efeito, j no se trata se o outro ou no uma boa pessoa, mas sim se ela capaz de se abrir a uma realidade que nos supera. Para alm disso, esse passo elimina um obstculo que comum aos agnsticos. Eles sabem que so pessoas que esto em busca do que a verdade. Porm, como no nosso tempo, o facto de estar em busca tem muito mais prestgio que a haver encontrado, resulta mais fcil que se apaixonem pela sua busca e do prestgio que t-la encontrado, e se esqueam que a busca aponta a uma meta, a Deus. Se O encontram ou no, algo que ignoramos, mas importante saberem que a sua uma situao intermdia, que tarde ou cedo deveria levar a reconhecer que os crentes possam viver iludidos, ou que os ateus sejam cegos. E se chegarem a aceitar a existncia de Deus, concluiro que se os destas tm razo os aderentes ao cristianismo estaro a crer em mais coisas do que as necessrias, ou seja, entram na superstio. Mas se o cristianismo est no bom caminho, deveriam pensar que os destas, esto a perder algo de muito importante. Del libro: Una locura bastante razonable Encuentra/ JoaquinGarcia Hudobro Seccin:  HYPERLINK "http://encuentra.com/seccion/ciencia_y_fe/" \o "Ver todas las entradas en Ciencia y fe" Ciencia y fe Traduo livre de MAM (www.encuentra.com)   ? B  + N Y ӿj_D,.hzX^B*CJKH$PJ\^JaJnHphtH4hzX^hq'B*CJKH$PJ\^JaJnHphtHhzX^hzX^CJaJ4hzX^hzX^B*CJKH$PJ\^JaJnHphtH&hV3B*KH$PJ\^JnHphtHhq'hq'CJaJ4hq'hq'B*CJKH$PJ\^JaJnHphtH&hq'B*KH$PJ\^JnHphtH,hq'hq'B*KH$PJ\^JnHphtH)hq'5B*KH$PJ\^JnHphtH   kB2a=Irb(- $d@&`a$gdq'$d@&a$gdq'   f    λΧxdP9,hq'hzX^B*KH$PJ\^JnHphtH&hV3B*KH$PJ\^JnHphtH&hq'B*KH$PJ\^JnHphtH/hzX^hzX^6B*KH$PJ\^JnHphtH,hzX^hq'B*KH$PJ\^JnHphtH&hzX^B*KH$PJ\^JnHphtH%hzX^hzX^0JB*CJ^JaJph"""4hzX^hzX^B*CJKH$PJ\^JaJnHphtH,hzX^hzX^B*KH$PJ\^JnHphtH n s 29P``bjkABo쬘جiQج=&hrz@B*KH$PJ\^JnHphtH/hYUhYU6B*KH$PJ\^JnHphtH,hq'hYUB*KH$PJ\^JnHphtH/hV3hYU6B*KH$PJ\^JnHphtH&hq'B*KH$PJ\^JnHphtH&hYUB*KH$PJ\^JnHphtH/h3-h3-6B*KH$PJ\^JnHphtH&hV3B*KH$PJ\^JnHphtH&h3-B*KH$PJ\^JnHphtHLMa/*;]EIqr~EWa앁؁؁؁؁؁؁mmmmmYY&hn!B*KH$PJ\^JnHphtH&h$B*KH$PJ\^JnHphtH&h5w5B*KH$PJ\^JnHphtH&hq'B*KH$PJ\^JnHphtH/h=hrz@>*B*KH$PJ\^JnHphtH,hq'hYUB*KH$PJ\^JnHphtH&h=B*KH$PJ\^JnHphtH&hrz@B*KH$PJ\^JnHphtH"ab'(H!!I"""#####%%%&)&+&,&' 'p(q())*جؘؘؘĘĄppp\p\p\\p\\\&h%B*KH$PJ\^JnHphtH&h TB*KH$PJ\^JnHphtH&h-VB*KH$PJ\^JnHphtH&hMB*KH$PJ\^JnHphtH/h=hn!6B*KH$PJ\^JnHphtH&h=B*KH$PJ\^JnHphtH&hn!B*KH$PJ\^JnHphtH&h$B*KH$PJ\^JnHphtH" !I"#$,& ')))s+//004000000 dgdd$d@&`a$gdq'$d@&`a$gdM*"*a***r+s++--u.////0옄pV99hq'h!,56B*CJPJ\]^JaJnHph333tH3hq'h!,56B*CJPJ^JaJnHph333tH&hdB*KH$PJ\^JnHphtH&hV3B*KH$PJ\^JnHphtH&hB*KH$PJ\^JnHphtH&h%B*KH$PJ\^JnHphtH&h=B*KH$PJ\^JnHphtH/hFKhFK6B*KH$PJ\^JnHphtH&hFKB*KH$PJ\^JnHphtH000=0>000000000Ȯxth2-hq'56B*CJPJ^JaJnHphtH<jhq'hq'56B*CJPJU^JaJnHphtH3hq'hq'56B*CJPJ^JaJnHphtH9hq'hq'56B*CJPJ\]^JaJnHphtH3hd56B*CJPJ\]^JaJnHphtH 21h:p2. 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